Meu pior caso
Minha mãe já me dizia quando eu ainda era bem pequeno:
- Você é um gênio meu filho, nasceu com um dom pouco comum!
Naquela época eu apenas ria e dava-lhe um forte abraço, mas hoje sei bem o que ela queria me dizer.
Hoje tenho 16 anos, me chamo Thomas, sou de família humilde, moro em Dimsdale uma pequena cidade dos EUA, em uma pequena casa da Rua Shauder, vivo com meus pais e dois irmãos, um deles é meu irmão gêmeo Jeffrey que é muito querido por todos, mas tem ciúmes de mim, por causa da frase que minha mãe sempre diz, por isso sempre anda perto de mim, pronto para ver algo de errado que eu faça para contar para minha mãe, mas eu não ligo, apenas acho que esse ciúme bobo passará algum dia. Também tenho uma irmã, Samantha, uma jovem mulher, muito inteligente e já casada, com um bom rapaz, Corero Junior, que é de família nobre. Daqui a dois meses eles vão se mudar. Penso que desta forma nossa vida vai melhorar um pouco, mas sentiremos falta dela. Dos meus pais não preciso falar nada, são os melhores do mundo e os mais trabalhadores. E agora eu, sou inteligente e também trabalho para conseguir algum dinheiro para ajudar meus pais, mas meu trabalho não é muito comum, sou detetive.
Ajudo a polícia a solucionar casos misteriosos que, por incrível que pareça, acontecem nesta pequena cidade. Essa é minha rotina desde os 4 anos de idade, comecei a resolver casos pequenos, como: achar roupas perdidas, descobrir quem furou a bola de futebol do meu irmão, etc., mas meu talento só foi descoberto quando eu tinha 5 anos, quando consegui descobrir onde estava escondido o ladrão mais procurado dos anos 60: Jack Black. Depois disso tive que mudar a minha identidade e ser protegido pela polícia, por causa das últimas palavras do ladrão:
- Ainda não acabou Thomas, quando eu sair da prisão juro que vou te pegar!
Na época aquilo me deu medo, mas já se passaram mais de dez anos e nada aconteceu. Depois deste caso nunca mais houve um grande caso com que fizesse a cidade inteira ficar com medo.
Esse era o fato que causava ciúmes no meu irmão e para aliviar um pouco eu o deixava ir comigo resolver alguns casos.
Eu já estava quase desistindo de ser um detetive, pois os casos estavam acabando, bandidos tinham medo de roubar, pois sabiam que cedo ou tarde eu os pegaria.
Foi então que uma noite, quando eu estava desanimado no sofá e minha mãe veio conversar comigo:
- O que está acontecendo meu filho?
Depois de um instante em silêncio, respondi:
- Não é nada, estou pensando em fazer outra coisa para ajudar meu pai.
Ela com espanto, imediatamente me perguntou:
- Mas qual é o seu sonho?
- Ser um grande detetive.
- Então lute por isso e não desista.
Imediatamente me levantei, dei um forte abraço nela como de costume e fui andar pelas ruas da cidade.
Estava andando ainda pensativo quando ouvi gritos em uma casa por perto. Fui ate lá o mais rápido possível, mas quando cheguei já era tarde.
- O que está acontecendo?
E a moradora da casa em choque me respondeu:
- Fui roubada, mas não ouvi ninguém entrar, eu estava dormindo, acordei para tomar água e foi então que vi que meu cofre, atrás daquele quadro, foi roubado.
- Alguém sabia que seu cofre ficava ali?
- Não, só eu sabia!
Procurei por pistas, mas não encontrei nada e dia após dia mais roubos aconteciam e o pior de tudo, sem deixar pistas.
Foi ai que tive uma idéia, se não consigo ir até o ladrão, vou trazê-lo até mim. Foi um plano simples, sai com uma bolsa cheia de dinheiro do banco, de modo que qualquer bom ladrão que planejasse seus roubos visse, e levei até minha casa, coloquei em um cofre e esperei anoitecer.
Apaguei todas as luzes e só esperei; muitas coisas se passaram pela minha cabeça, pensava se era o dia da volta do melhor ladrão do mundo, o Jack Black, ou se acabava de surgir um novo ladrão, mas por mais que eu não quisesse, eu já tinha um palpite. Já estava quase dormindo, quando escutei o barulho de passos, e foi neste instante que ataquei, mas antes que pudesse perceber, fui pego e amarrado em uma cadeira. Sem esperança de respostas, perguntei:
- Quem é você?
O ladrão, parando de pegar o dinheiro do cofre, respondeu:
- O melhor detetive da cidade não conseguiu me pegar! HA HA HÁ
- Posso não ter conseguido te pegar, mas infelizmente sei quem você é.
E com muito pesar no coração continuei:
- Jeffrey, meu irmão!
O ladrão jogou a sacola com o dinheiro no chão e disse:
- Como você soube que era eu?
- Você foi muito bom, admito, mas não importa como eu soube, o que importa é o porque disso tudo.
- É simples – disse ele – tudo por ciúmes de um irmão egoísta. Queria o dinheiro para tirar minha família desse fim de mundo.
E eu um pouco chocado disse ao acender a luz:
- Prendam ele!
E dez policiais escondidos pela casa saíram e prenderam-no.
E assim resolvi meu pior caso. Meu irmão recebeu pena de três anos e todo o dinheiro roubado foi devolvido. Eu recebi uma grande recompensa pelo caso resolvido e foi nesse instante que tive uma ótima ideia: paguei a fiança de um milhão de cruzeiros do meu irmão,e ele aceitando me pediu um favor:
- Peço que não conte nada para a nossa mãe - e com lágrimas nos olhos continuou – e também me perdoe por tudo que eu te fiz, meu irmão.
Eu surpreendido falei:
-Te perdoo com uma condição...
E antes que eu terminasse de falar, ele respondeu:
- Qualquer coisa.
E eu continuei:
- Ouvi boatos de que Jack Black está vivo, e tenho pistas de onde ele possa estar. Por isso peço que se mude comigo para New York e seja meu assistente neste e em todos os meus futuros casos.
E ele, contente, me perguntou:
- Quando partimos?
Calmamente respondi:
- Em breve meu irmão, tenha paciência.
E assim a nossa amizade foi recuperada e nós começamos a mudar o mundo com o nosso trabalho.
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